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Empreendedorismo e elasMulheres que transbordam nos negócios e na vida.

Editoriais

Graziele Sartori

junho 2026

A parte da maternidade que ninguém te prepara: quando eles não precisam mais de você do mesmo jeito. Na minha atuação como educadora parental neuroconsciente, acompanho diariamente mães que se sentem perdidas quando os filhos entram na adolescência e começam a se afastar emocionalmente. Tem um momento na maternidade que ninguém avisa quando ele chega. Ele não faz barulho. Não tem despedida. Mas, um dia… você percebe. Seu filho já não segura mais a sua mão do mesmo jeito. Já não te conta tudo. Já não precisa tanto. E é nesse instante silencioso, quase imperceptível… que algo dentro de você também precisa mudar. Não é sobre eles crescerem. É sobre você aprender a soltar.

Quando meus filhos entraram na adolescência, eu entendi que não era só uma fase deles… Era uma travessia minha também. Algo dentro de mim precisou se despedir. Aquele filho que antes buscava colo com facilidade… já não cabia mais no mesmo lugar. Já não precisava tanto. E isso dói. A gente sente saudade antes mesmo de perder. Saudade da mãozinha que procurava a nossa sem medo, do olhar que pedia colo, da voz que nos chamava o tempo todo. Saudade de quando éramos o mundo inteiro deles. E, de repente… me vi diante de alguém que precisa de espaço, de silêncio, de tempo… alguém que está tentando entender quem é. Dói. De um jeito silencioso… profundo… difícil de explicar.

E foi nesse espaço entre a saudade e o amor… que eu entendi que precisava me reinventar como mãe. Porque já não funcionava mais como antes. Não adiantava repetir. Cobrar. Tentar controlar. O que eles precisavam agora era diferente. Mais escuta. Menos fala. Mais presença. Menos imposição. Mais conexão…e menos controle. Foi então que comecei a criar novos caminhos para estar perto. Se antes a conexão vinha no brincar… agora ela precisava nascer no compartilhar.

Assistir algo lado a lado. Dividir pequenos momentos, sem pressão. Apenas estar. Eu entendi que o vínculo não desaparece. Ele se transforma. E que, muitas vezes, eles não demonstram… mas ainda precisam. Precisam de um olhar atento. De uma presença segura. De alguém que esteja ali… mesmo quando dizem que querem ficar sozinhos. Ser mãe de adolescente é um exercício constante de equilíbrio. É segurar o impulso de corrigir o tempo todo. É escolher melhor as palavras. É respeitar o tempo deles… sem se ausentar. É sustentar o amor… mesmo quando ele não vem na forma de antes. Mas, acima de tudo… é confiar. Confiar que tudo o que foi construído na infância ainda está ali. Que os ensinamentos seguem vivos. Que os vínculos permanecem… mesmo que mais silenciosos. Meus filhos estão crescendo. E, no meio disso tudo… eu estou aprendendo a crescer também. Não como antes. Mas do jeito que agora faz sentido. Porque amar um filho não é segurá-lo para sempre. É ter coragem de soltar… sem deixar de estar. Se você sente que seu filho está se afastando e não sabe mais como se conectar, eu posso te ajudar.

Me chama no Instagram @descomplica_teen e vamos conversar. Porque vínculo não se perde se reconstrói. E você não precisa fazer isso sozinha.

Graziele Sartori Educadora Parental Neuroconsciente Mentora de Famílias e Adolescentes

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